Após morte de cinegrafista, Globo obriga profissionais a usarem kit de segurança em manifestações

Por Keila Jimenez
O repórter Marcos Uchôa utilizando capacete na cobertura de guerra para o "Jornal Nacional"
O repórter Marcos Uchôa utilizando capacete na cobertura de guerra para o “Jornal Nacional”

A Globo acaba de instituir uma nova norma de segurança para os seus repórteres e câmeras na cobertura de manifestações no país.

O blog apurou que a emissora enviou na manhã de sexta-feira (14) um comunicado aos profissionais do jornalismo avisando que todos, sem exceção, deverão usar kits de segurança a partir de então na cobertura de protestos e manifestações populares.

A medida veio na mesma semana da morte do cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Ilídio Andrade, 49. Ele morreu na segunda-feira (10), após ser atingido na cabeça por uma explosão, quando registrava imagens de uma manifestação no Rio de Janeiro, no dia 6.

A Globo disponibilizará aos seus profissionais dois kits de segurança. Ambos são similares aos utilizados por profissionais que trabalham na cobertura de guerras. A Globo disse aos seus jornalistas que será obrigatório o uso desses equipamentos nas reportagens em manifestações.

Um dos kits traz uma máscara de ar e cabecete fechados, que protegem o rosto inteiro e a cabeça. O outro kit, semifacial, traz capacete, óculos e máscara.

Alguns jornalistas já pegaram os kits. A maioria achou o aparato pesado demais.

Todos os equipamentos de segurança deverão ser entregues até o começo da próxima semana.
Procurada, a Globo diz que não se pronuncia sobre normas de segurança.