Precisamos saber separar opinião de ofensa’, diz Pitty, que estreia no ‘Saia Justa’

Por LÍGIA MESQUITA
A cantora Pitty, nova integrante do ‘Saia Justa’ (GNT) (Greg Salibian/Folhapress)

 

 

A cantora baiana Pitty, 39, estreia como debatedora do “Saia Justa”, do GNT, na próxima quarta (8). Ela e a atriz Taís Araújo se juntam a Astrid Fontenelle e Mônica Martelli, remanescentes da antiga formação da atração. Pitty falou à coluna sobre a nova função.

O que você pode trazer de novo a um programa de 15 anos?
A minha entrada e a da Taís já deve trazer uma nova dinâmica para as conversas. Mexer em duas peças já muda o jogo; são duas personalidades novas interagindo com algo que já existia e criando uma terceira coisa. O “novo”, neste caso, virá naturalmente.

Como está se preparando para o ‘Saia’? Se sente pronta para debater em público temas como a Operação Lava Jato?
Estou bem à vontade. O programa tem tudo a ver comigo, porque sempre fui de conversar, pensar, debater. Estar no programa é uma extensão disso e da parte criativa, já que nas composições musicais há questionamentos, reflexões e impressões sobre as coisas. E agora isso [acontece] numa roda, compartilhado. Eu gosto de ler jornais e de me informar, e com o programa vou ainda mais a fundo nisso para estar embasada para os diversos assuntos que pintarem.

Tem receio de opinar em uma época de polarização política e de fiscais de redes sociais?
Não devemos ficar acuados e nem ter medo de dar nossas opiniões, mas precisamos saber separar opinião de preconceito, ofensa, humilhação. Nas redes sociais e comentários de portais, o que se vê são as pessoas confundindo esses limites o tempo todo. Todo debate ajuda e é saudável para a gente aprender a tolerar as diferenças, não só de opinião, mas de vida, de escolhas, de liberdades individuais.

Num debate você gosta de ter a palavra final ou é mais aquela que pega um pouco do argumento de cada um para tirar sua conclusão?
Me considero diplomática. E debate é um jogo dialético, é a arte da retórica, da lógica. É gostoso ir construindo um argumento e encontrando as brechas na fala do outro para fortalecer seu ponto de vista. Há xeques-mate em debates.