‘Precisamos mostrar casais diferentes na TV’, diz Bruno Gagliasso, sobre par com mulher mais velha

Por LÍGIA MESQUITA
Bruno Gagliasso como o personagem Mario, na novela 'Sol Nascente' (João Miguel Junior/Divulgação)
Bruno Gagliasso como o personagem Mario, na novela ‘Sol Nascente’ (João Miguel Junior/Divulgação)

Bruno Gagliasso, 34, está feliz em voltar a interpretar um mocinho, depois de ter feito um serial killer e um cafetão, entre outros vilões nos últimos anos na TV.

“Vim de uma turma barra-pesada, precisava de um personagem solar”, diz o ator.
Ele dá vida ao “bon vivant” Mario na trama praiana das 18h “Sol Nascente” (Globo), de Walther Negrão, Suzana Pires e Julio Fischer, com direção de Leonardo Nogueira.

Na história, ele se apaixona pela melhor amiga, vivida por Giovanna Antonelli.
Gagliasso diz que, além do visual, tem outras coisas parecidas com o personagem: ele também anda de moto e
é impulsivo.

Você diz que o Mario é um mocinho interessante. Por quê?
Porque ele erra, é completamente fora dos padrões, não é um mocinho óbvio, já começa errando. Até porque o ser humano é assim, não existe ninguém 100% bonzinho nem 100% mau. É tão chato quando você vê um cara que não erra, que só acerta. Esse erra e pede desculpa, grita, é impulsivo. É real, isso me fez querer interpretar esse cara. E com o amor ele vai ganhar maturidade. Claro que ele vai sofrer, vai passar por várias situações que testarão o limite dele.

E como é voltar para o horário das 18h?
Estou adorando. Tenho ótimas recordações desse horário. A minha preocupação, meu objetivo, não é novela das 21h, das 23h, o horário nobre. Sou ator, quero bons personagens e boas histórias. Nunca foi determinante para mim, para a escolha de um papel, o horário. Existem executivos para pensar isso.

Como vê as críticas em relação à diferença de idade entre você e a Giovanna Antonelli?
Mas na história, a Alice é mais velha que ele. O Mario
é o amigo que se apaixona pela amiga mais velha. Acho que é preciso mostrar casais diferentes na TV. É um preconceito isso. A nossa sociedade formou a gente assim, e estamos aqui justamente para quebrarmos essa ideia.