‘Sou diferente do Britto, não sou melhor nem pior’, diz Roberto Justus

Por LÍGIA MESQUITA
O apresentador e empresário Roberto Justus (Fabio Braga/Folhapress)
O apresentador e empresário Roberto Justus      (Fabio Braga/Folhapress)

Há um mês como apresentador de “A Fazenda” (Record), Roberto Justus diz que já está mais familiarizado com a nova função.

Ele, que substituiu Britto Jr. na apresentação do “reality”, conta estar “fascinado” com o formato. “É uma novela de seres humanos fantástica”, afirma à coluna.

Dono do grupo de publicidade Newcomm, Justus diz que os negócios atrapalham sua carreira artística, já que não pode estrelar comerciais.

É a primeira vez que você apresenta ao vivo. É difícil?
Não é fácil, mas a adrenalina é ótima. Esse “reality” tem uma estrutura que não permite tanta liberdade ao apresentador. Tenho que seguir um script, mas dou opinião, imprimo meu estilo. E tenho que botar ordem. Tento fazer tudo “fair” [justo].

Incomodam as comparações com o Britto Jr.?
Não. Ele fez um trabalho incrível. Não tô fazendo média, mas sou diferente do Britto, não sou melhor nem pior. Tem quem goste mais do meu estilo e vice-versa. A audiência por enquanto é maior que das duas últimas edições, então alguma coisa tô fazendo direito.

Seu trabalho na televisão te ajuda nos negócios?
Não, atrapalha. Imagina como apresentador com quantas propagandas poderia fazer? Não faço porque é um conflito de interesse com meus anunciantes, e outras agências não me convidam porque sou concorrente. Disseram que entrei na “Fazenda” para levar patrocínio. Seria uma ofensa a Record exigir isso. Não tem anunciante meu lá, tô até tentando (risos).

Como vê o futuro da TV?
Os meios digitais estão crescendo, há novas maneiras de contato com o consumidor, mas a TV ainda reinará por muito tempo. As audiências caíram, mas seguem num patamar de muita relevância. Tudo vai convergir. As pessoas verão televisão por outros meios.

Você já corrigiu o português de uma participante no ar…
A população ainda tem dificuldade com nossa própria língua. Sempre falo aos jovens: tem que ser curioso. Não adianta querer ter todas soluções no seu smartphone, tem que ter conteúdo na cabeça. Não quis ofender ninguém. Ela falou duas vezes “palavra de baixo escalão”, tinha que corrigir.